
Querido diário:
A pessoa que aqui escreve é uma menina de sete anos que adora contos de fadas e hoje pede licença ao mundo para que possa suspirar um longo e profundo "ai ai...".
Uma pessoa que olha para o céu à noite e enquanto observa o azul escuro repleto de pontinhos prateados luminosos contrastando com a escuridão dispersamente se pergunta de quantas histórias esse mesmo céu, lua e estrelas já foram testemunhas?
E se pergunta quais seriam as verdades verdadeiras pelas quais valeriam a pena lutar? Se é que uma verdade induziria alguém à luta. Se pergunta o que o céu, as estrelas e a lua pensariam enquanto olham para esse mundo cheio dessas formiguinhas minúsculas pretensiosas que adotam para si ideais que julgam importantes e que sequer se questionam a respeito de sua própria existência. Ririam eles, por acaso, da ironia que é se levar tão a sério quando nem se sabe ao certo quem é? O que o céu é incapaz de saber, uma vez que está ali já há tempos mais longínquos que a história da humanidade, é que essas tais tolas formiguinhas nascem querendo apenas continuar existindo e por isso os bebês tanto choram: queremos sobreviver! eles gritam desesperadamente.
O céu não sabe o que é pensar em deixar de existir. A eternidade é soberana!
E eu continuo olhando para o céu, indagando se dentre essas tantas histórias das quais é testemunha ocular, dessas tantas vidas que começam e terminam debaixo de seus olhos, quais lhes seriam preferidas, se é que há preferência. De todas as verdade que o céu conhece, qual ele adotaria, se precisasse adotar uma? Será que a vaidade do céu faria com que escolhesse quem mais o contempla? Quem mais o encara fixamente? Ou ele teria um espírito desafiador e teria entre os seus mais queridos aqueles que jamais se desviaram de seus sonhos sem perder tempo olhando para cima?
continua em algum outro momento...

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