segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

fim de mês é assim...

Antes de começar a escrever me pergunto, olhando para a página do YouTube: o que eu gostaria de ouvir? E logo sinto aquela sensação de vazio que sempre me toma quando me vejo entre um universo cheio de opções. Porque escolher é sempre complicado e por mais que meus pensamentos rompam com antigos véus que escureciam e tornavam sombrios certos lugares-tabus da minha mente, ainda tais pensamentos são pouco conclusivos.
E volto a olhar para a página do YouTube procurando silenciosamente nos meus labirintos que som seria capaz de despertar em mim qualquer mínima emoção, mas nenhum vem. Continuo escrevendo então, no silêncio; assim também continuo pensando em meio a um mundo inteiro de oportunidades inusitadas. Dessa forma o tempo passa até que um dia chegarei à beira do precipício e tome uma decisão ou deixe que o vento sopre forte e me carregue com sua força e eu caia deliciosamente, mesmo que por um momento breve, mas consciente e livre.
Será que há muito já não venho vivendo involuntariamente, deixando que os ventos e ondas da vida me conduzam? É, sem dúvida, a forma mais COVARDE de se viver, sem precisar optar. Embora não optar seja uma opção.
Acreditar que eu seja um vítima das circunstâncias não me agrada. Porém, realmente certas mudanças inusitadas ocorreram nos percursos...
E por mais fundo que meus pensamentos tentem chegar, ainda estão no raso, ainda estão na superfície desse oceano.
E quando a gente olha para si e se compara com o eu de épocas pouco remotas e percebe o quanto mudou... E já não se reconhece em muitos aspectos e se questiona: Estou no caminho certo? Deus, eu estou no caminho certo? E me pergunto constantemente se caso eu esteja errando, se meus erros serão perdoados? Posso chamar de erros, posso chamar de caminhos?
E quando eu chego no limite das minhas dúvidas, quando chego a pensar que se não fossem os sentidos eu me questionaria até sobre a minha própria existência. Existo?
E olho para os lados e vejo tudo em preto e branco, apenas o contraste das cores. O preto e o branco e por dentro fico mesmo muito cinza, inexistente, vazia.
Eu sou quem eu gostaria de ter sido? E quem eu vou ser então? O que eu mantive e o que eu abandonei ao longo da minha vida?
Deus, em que medida eu quis me tornar quem eu sou hoje?
Quem eu sou hoje?
Quem eu sou, afinal?
Por que não consigo simplesmente seguir? Por quê?
Que função tem esse blog, no final das contas, se nem tenho mais vontade nem inspiração nem ideias para escrever?
Ego, ego, ego, ego...enjoei de mim por hoje!

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