Escrevi o texto abaixo há uns meses, numa fase um tanto melancólica que felizmente passou...as coisas não são tão dramáticas assim. É só uma questão de como enxergar a situação. Sofrer, por mais difícil que seja admitir, é uma escolha pessoal. Você se desgasta, o tempo passa e as pessoas não sentem pena, mas sim cansaço, com relação ao seu sentimentalismo exacerbado. Não é bonito estar triste, nem elegante e nem cult.
É muito comum as pessoas quererem se encaixar em quadros clínicos e sentirem que são vítimas de problemas urbanos modernos. Inventam síndromes para justificarem o vazio que sentem em relação à vida, à sua falta de objetivo e à falta de algum sentimento ou impulso que deveria existir em seus corações. Materialismo não supre. E nem essa loucura frenética em busca de meios de diversão. Nem arte, nem cultura. A motivação para a vida está dentro da própria vida de cada um e não fora dela. Você dá à sua vida o sentido que quiser. Não se deixe tapiar por nomes bonitos como "amor" ou "felicidade". Isso existe, mas não como a mídia faz questão de expor. Faz parte da vida na mesma proporção que qualquer obrigação ou compromisso ou etc. E se der a isso uma importância maior do que a necessária, vai cair num abismo infinito no qual se espera sempre alcançar o chão, angustiado. Mas o chão nunca vai chegar e a aflição jamais passará.
Eis o texto...
Hoje, andando pela USP, eu me dei conta do erro que cometi ao transformá-la num museu cheio de galerias de imagens de um passado tão presente que se reaviva enquanto estou por lá. Eu acho que deveria ter previsto que passaria muito tempo por ali e que, talvez, viver alguns dos momentos mais marcantes pra mim não tenha sido uma boa idéia, pois eu vou estar lá ainda por mais de um ano e muito do que vivi ali faz parte hoje de algo muito remoto e distante.
Acho que plantei sementes de plantas espinhosas em meu próprio jardim.
Andar por ali é recriar na mente esses momentos e sentir a saudade apertar e a dor quase física da angústia dominar por saber que tudo é tão etéreo.
A vantagem dos pesadelos é que nos momentos de maior tensão você acorda. Como acordar da realidade?
E mais, como me libertar das jaulas em que eu mesma me tranquei?
Eu me pergunto se a felicidade é uma escolha pessoal ou se é uma projeção de algo inatingível que serve apenas para nos impulsionar.
Eu nunca imaginei que fosse possível oscilar tanto de humor. Nunca pensei que fosse possível sentir tantas coisas em um período tão curto. É raiva, tristeza, vergonha, orgulho e depois vaidade, alegria, esperança, amor...depois apenas exaustão.
Exaustão por tentar entender o que não se pode explicar; o que está além de mim.
É confiar em Deus e ir adiante...
Há 18 anos

Um comentário:
Sa!
Que sentimento nos seus textos, tanto que em cada linha me vejo ali também...
Parabéns pela coragem e que continue que ler maisss!!!
Bjsss
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