Ah...quero férias de internet!
Quero um boom em toda a rede por um mês!
Como não posso voltar à minha infância, aos tempos em que as pessoas se viam mais, conversavam mais pessoalmente, se ligavam mais e se importavam menos apenas com seu próprio ego, posso então, ao menos, desejar que a rede evapore por alguns míseros dias.
Na verdade, me incluo no rol das pessoas que não ligam, não visitam e que passam a maior parte do tempo sozinhas. Mas isso não significa que eu não goste de estar junto dos meus amigos e da minhas família e de todas as pessoas que eu amo, gosto, simpatizo ou qualquer coisa que o valha.
Quero mais vida e menos internet!!!
Quero menos tecnologia, menos filmes, músicas e televisão. Quero menos informação pronta e mais conclusões. Quero pensamentos, sentimentos, olhares e risadas. Menos competição, ostentação, piadas previsíveis e comportamentos espelhados em personagens de enlatados americanos.
Quero menos materialismo, menos capitalismo e menos doutrinas de bem estar. Quero uma mente livre, independente e sadia. Quero seres humanos, instintos, impulsos, explosões, naturalidade, honestidade, franqueza e autenticidade.
Quero ver de cada pessoa quem ela é e não quem ela quer mostrar. Quero o melhor e o pior de cada um e compreender e aceitar e amar cada detalhe que encanta ou perturba. Quero poder dizer a verdade e ouvir a verdade por pior que ela seja. Sem máscaras, sem etiqueta.
Queria mesmo apenas me libertar de conviver com pessoas que pensam que têm alguma substância, enquanto, na verdade, são apenas esponjas absorventes de tanta inutilidade revestida de cultura, de poder e de status.
Dinheiro, cultura e poder. Três meios de manipulação e de ilusão.
Quero ser mais o que eu tenho por dentro, as minhas idéias e não um modelo pré-fabricado de cidadão exemplar.
Há 18 anos

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