quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Moderação e "ocultismo"

Pensando bem, a maioria das atitudes das quais eu me arrependo de ter tomado foram frutos de momentos de pico de alguma emoção. Com base nisso eu, muito primariamente, concluí que o óbvio que dizem por aí de manter a cabeça fria faz algum sentido. A pior hora para se tomar uma decisão é quando se está inebriado por algum sentimento, seja ele qual for. Os sentimentos tendem a nos arrastar ao exagero e, como são individuais e incompartilháveis, quando nos excedemos acabamos passando por cenas ridículas e patéticas. É uma coisa que eu tenho percebido e quem sabe tentado tirar disso um lição básica: nunca agir por um impulso emocional. Sempre esperar o êxtase passar para poder olhar para a situação com o olhar racional e lógico. Isso evita a exposição desnecessária da imagem, até mesmo porque quem assiste ao espetáculo não alcança a força do que está causando um palpitar acelerado no nosso coração.
Perceber isso, que parece evidente, foi um grande passo. Resta agora eu aprender a entender a linguagem daquilo que não é verbalizado. Aprender o que as pessoas querem dizer com aquilo que não dizem ou que dizem com alguma intenção obscura oculta. Neste campo eu ainda estou no pré-primário. E olha que até tenho me virado bem com metáforas, mas o que pega mesmo é decifrar a intenção das pessoas. Aquele toquezinho de malícia que eu tanto uso nas piadas de humor negro, mas que, quando o assunto é serio eu sou completamente inapta para interpretar.
É engraçada essa mistura de subjetividade e objetividade. Se, por um lado eu me interesso em saber como as pessoas pensam e se sentem, por outro, eu não consigo lidar com situações em que a verdade não seja dita de forma clara e direta. Falar sobre sentimentos não é algo objetivo e, aí eu apanho horrores da vida por ter sempre aquele otimismo idiota que me tapeia e me priva de perceber que as coisas não são como eu quero.
Mas a vida talvez seja assim, uma lição de cada vez. Ou talvez eu seja cronicamente deficiente nessa arte de lidar com aquilo que não está explícito, no que diz respeito às relações humanas.
Até mesmo porque nem tudo o que as pessoas explicitam condiz com o que elas ocultam.

2 comentários:

rafraf disse...

Ola Samira!!! Fiquei feliz com sua visita! Ja coloquei seu blog la no meu tb. Em questao de sentimentos, especialmente os complicados (e qual nao eh?), eu prefiro nao ficar pensando ou matutando muito a respeito. Parece que quanto mais vc pensa, mais chega a conclusoes que na verdade nao serao condicentes com sua opiniao pra sempre. Pra que obte-las entao?

Bjus!

Mi disse...

Tadá!!! Achei! Rs...

Beijos, vou ler tudo com calma!