Até que ponto uma pessoa é capaz de se enganar sobre um sentimento? Até que ponto ela é capaz de manter vivo algo que evidentemente não existe e que não é benéfico? É muito ruim essa indecisão diante de uma atitude definitiva que se deve tomar. Até que ponto eu vou alimentar em mim vãs esperanças com relação a algo que precisa ser enterrado, que já morreu e que agora só pode mesmo é incomodar? Se eu não posso confiar no meu coração, na minha intuição, o que eu devo fazer? Eu odeio me submeter ao comportamento padrão das pessoas. Elas fingem, elas jogam, elas se enchem de um falso orgulho para se engrandecer, escondem o que sentem para mostrar que têm em si uma pretensa superioridade. Tudo isso é ridículo. Se é essa a lição que a vida quer me passar, então eu tenho muito o que aprender ainda, porque eu não sou e nem jamais serei assim e, por mais que eu erre, por mais que eu quebre a cara, eu não vou me submeter a isso que eu considero uma verdadeira perda de tempo.
Eu sou a favor e praticante da sinceridade. Infelizmente, quando diz respeito ao que se sente, as pessoas julgam como humilhação. É como se você se expusesse em público, assim as pessoas enxergam. Quem foi que disse que o orgulho é mais importante do que a satisfação de ter por perto pessoas de quem se gosta? Quem inventou isso? Eu estou no caminho errado, só posso.
E assim eu vou me manter sempre, pois eu jamais vou abrir mão de expressar o que eu acho importante para alguém que eu considero especial pelo simples motivo de desconhecer o que pode acontecer no próximo segundo. A vida passa, passa rápido e, de todos os erros que se pode cometer, o maior deles é desistir de algo no qual se acredita, daquilo que se deseja e de pessoas a quem se ama. Essa luta vale a pena, desde que não se torne corrosiva. Se nada vem facilmente, também o sofrimento tem que ter um limite. Saber delimitar o que é determinação do que é obsessão talvez seja o maior desafio.
Tanto clichê, eu sei...mas é isso que eu sinto agora. Uma grande confusão entre a razão que não me deixa agir e, ao mesmo tempo, o espinho desagradável e traiçoeiro da esperança me machucando.
Há 18 anos

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